sábado, 8 de dezembro de 2012

Ações necessárias e urgentes (publicado no Diário do Nordeste, em 05/12/2012)

Reproduzo a seguir texto de minha autoria, publicado juntamente com ótima matéria da jornalista Maristela Crispim, na edição de 05/12/2012 do jornal Diário do Nordeste
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Há vários anos, já existiam evidências de que o Planeta está aquecendo e de que isto se deve ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente CO2, produzidos por atividades humanas, sendo a principal destas a queima de combustíveis fósseis. Hoje, há evidências de que o ritmo das mudanças climáticas é mais acelerado do que se imaginava.



2012 foi um ano de extremos e do aparecimento de novos impactos perigosos das mudanças profundas no ambiente terrestre. Em sequência, secas recorde, incêndios florestais atípicos associados a ondas de calor de grande intensidade, e tempestades severas, com impactos imensos têm ocorrido. A área coberta por gelo no Ártico atingiu o menor valor desde que começou a ser monitorado. Os oceanos têm-se tornado ácidos, com a dissolução do CO2, já provocando efeitos visíveis sobre corais e sobre populações de organismos do plâncton e pequenos moluscos que estão na base da cadeia alimentar, com riscos de profundo desequilíbrio no ecossistema marinho. Isoladamente, até se poderia pensar que tais eventos não fizessem parte de um processo global, mas tomando-os em conjunto, não restam mais dúvidas de suas causas e da gravidade.


A saída para essa crise que aflige a nós, seres humanos, de maneira desigual (países insulares, povos tradicionais, populações mais pobres nas cidades e no campo sofrem mais com os impactos), é deter a escalada das emissões. A substituição do petróleo e do carvão como fontes de energia, a priorização do transporte coletivo, a reversão dos desmatamentos e o fim das queimadas, o uso comedido dos recursos naturais, a reciclagem e o combate ao consumismo estão na ordem do dia.

Infelizmente, ao contrário do que a ciência claramente estabelece, grande parte dos governos nacionais é tomado pela inércia e as negociações na COP-18, no Qatar, refletem isso. Falam de "passinhos de bebê", numa referência metafórica a pequenos avanços. O problema aí é o descompasso: diante de nossos olhos, o clima está se alterando a passos largos.

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