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sábado, 7 de setembro de 2013

Piscar de olhos, ou menos...

Seguindo a metáfora da publicação anterior (5 minutos), fiz um levantamento de alguns paralelos entrea rapidez atual das mudanças climáticas e ambientais impostas pelas atividades humanas (com destaque, sempre, para a emissão de dióxido de carbono associada à queima de combustíveis fósseis) e outros momentos da história geológica terrestre na literatura científica. Espero que esse tipo de comparação, que aproxima a idéia abstrata de tempo geológico em tempo humano, possa contribuir minimamente para enxergarmos melhor a gravidade e a urgência de um novo rumo civilizatório, livre dos combustíveis fósseis.

sábado, 11 de maio de 2013

Trezentos, quatrocentos, quinhentos...


O dia 09 de Maio de 2013 estabeleceu um
marco histórico, ao termos, pela primeira
vez, uma média diária de concentração de
 CO2 acima de 400 ppm. As perguntas agora
serão sobre quando teremos a primeira semana,
o primeiro mês e o primeiro ano da história
com concentração média acima de 400 ppm. 
9 de Maio de 2013: os instrumentos do observatório de MaunaLoa registraram, pela primeira vez desde que as medidas se iniciaram, uma média diária de concentração de dióxido de carbono (CO2) acima de 400partes por milhão (ppm). O valor foi excedido em apenas 3 centésimos de ppm (a média diária registrada foi 400,03), o que evidentemente, do ponto de vista físico, não faz nenhuma diferença, por exemplo, em relação a 399,99. Também é preciso dizer que, em virtude do ciclo anual da vegetação no Hemisfério Norte, é em Maio que as concentrações de CO2 atingem seu pico e certamente uma média anual de 400 ppm talvez ainda requeira 3 anos para se configurar. O valor do dia 09/05/2013 é suficiente, porém, para servir de marco simbólico.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Paleoclima II - Os detetives do clima e as pistas do passado



Os estudos de Paleoclimatologia são incríveis trabalhos de detetive. Voltando de certo modo à analogia criminalista que usei no texto anterior sobre Paleoclima, é uma busca de identificar o equivalente a pegadas, impressões digitais, fios de cabelo e outras evidências deixadas para traz pelo clima do passado. Essas evidências são gravadas na forma de  uma série de parâmetros físicos e químicos em sistemas diversos, como veremos em seguida. 

Isótopos do Oxigênio
A datação desses processos, isto é, determinar há quanto tempo atrás eles ocorreram é uma questão à parte, mas assim como os próprios marcadores paleoclimáticos, envolve, não raro, os chamados isótopos, isto é, átomos de um mesmo elemento químico com massas diferentes, sejam eles estáveis ou instáveis (radioativos). No nosso caso, são particularmente importantes os isótopos do Hidrogênio (o elemento mais simples, que só possui um próton): 1H (o hidrogênio "comum"), 2H (ou Deutério, simbolizado por D, o primo pesado) e 3H (ou Trício. que é instável); do Carbono: 12C (o mais abundante), 13C (também estável) e 14C (que é radioativo e importante para datação de objetos relativamente recentes); e do Oxigênio, que aparece em três formas estáveis na natureza: 16O (o mais leve e abundante), 17O (estável, mas pouco abundante) e 18O (também estável, mais pesado e mais relevante para os estudos paleoclimáticos). Também são importantes outras relações entre isótopos estáveis de elementos que participam de ciclos biogeoquímicos e entre elementos radioativos que permitem estabelecer datas mais remotas (é o caso do Urânio e Tório).

Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas

Alok Sharma, presidente da COP26, teve de conter as lágrimas no anúncio do texto final da Conferência, com recuo em tópicos essenciais ...

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