Mudanças significativas do clima costumam envolver escalas relativamente longas, de milhares a milhões de anos. Mas o advento da sociedade industrial encurtou essa escala para algo muito mais breve. A duração da vida de um único ser humano, que nem precisa ser dos mais longevos, já corresponde a tempo mais do que suficiente para que tais mudanças sejam percebidas.
Falar de longevidade e não citar a morte de Oscar Niemeyer, nestes dias, parece impossível. Quando ele nasceu, em 1907, a concentração de CO2 atmosférico era de 298,5 partes por milhão em volume (isto é, a cada milhão de litros de ar, 298,5 são de dióxido de carbono). Quando foi concluído o conjunto arquitetônico da Pampulha, em 1944, essa concentração já havia se elevado ao valor de 310,1 ppm. Ao longo desses 37 anos, o incremento de 11,6 ppm nos dá uma taxa média de crescimento do CO2 atmosférico de 0,31 ppm/ano.
