![]() |
| Galileo Galilei (1564-1642) sofreu a fúria da Inquisição por sustentar um ponto de vista baseado em evidências contra os que queriam negá-las. Quem é Galileo na guerra do clima, afinal? |
A frase que dá nome a este blog foi proferida por Jim Hansen, pesquisador senior da NASA, preso num protesto em frente à Casa Branca. Refere-se à necessidade de que os cientistas do clima comuniquem à sociedade seus conhecimentos pois estes se relacionam a questões cruciais para o futuro do gênero humano e da vida no planeta. O megafone da foto simboliza essa atitude de falar sobre o risco climático em voz alta, de forma enfática e com o maior alcance possível.
Mostrando postagens com marcador Felício. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Felício. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Negacionismo: O Falso Galileo - Parte II: "Democracia" e Chantagem
segunda-feira, 31 de julho de 2017
De onde saiu tanto negacionismo?
Nas últimas duas semanas pensei várias vezes na frase
“quanto mais rezo, mais assombração me aparece”. Daí lembrei que, como bom
ateu, nem rezo nem deveria acreditar em assombração.
Mas com efeito, certas assombrações do mundo real existem e
são, além de teimosas, nocivas. Há diversas pragas anticientíficas, incluindo o
criacionismo, a negação de que o homem tenha ido à Lua, o movimento antivacina
e até o terraplanismo, mas o negacionismo climático é certamente a mais prejudicial.
Envolve vínculos econômicos poderosíssimos (como mostramos em artigo na Revista Vírus) e
chegou à presidência da nação mais poderosa do planeta através de Trump, o Nero Laranja. Diferente
de outras fraudes anticiência, o negacionismo climático incide sobre políticas
públicas e o faz justamente quando sabemos que as consequências da inação serão
profundas e duradouras quanto mais seguirmos com os “negócios como sempre”.
sábado, 24 de novembro de 2012
A Negação da Mudança Climática e a Direita Organizada - Sobre Felício e Molion
Este material foi originalmente publicado como três notas em separado, no Facebook, mas aqui no "O que você faria...", resolvi publicá-los como um único texto. Em várias outras ocasiões, teremos oportunidade de verificar quão falsamente grosseiros são os pretensos argumentos dos negadores, particularmente de Molion e Felício, que são os mais estridentes e que contam com um estranho apoio de mídia (dado que ambos, principalmente o segundo, possuem baixa produção e não têm nenhum destaque acadêmico).
A tentativa é de encontrar razões para as atitudes dos mesmos. Sei que certamente boa parte da impostura brota da vaidade. Como pavões, querem aparecer e, como não o fazem por mérito acadêmico, tomam um atalho. Aproveitam-se do desconhecimento do grande público sobre o assunto e mentem descaradamente, denegrindo e desrespeitando o conjunto da comunidade científica.
Só que não para nisso. Desconheço o quanto há de interesse e de ganho financeiro (nos EUA, muitos negadores são abertamente bancados pela indústria de combustíveis fósseis), mas na falta de evidências mais sólidas (apenas, como vocês verão, o agronegócio adora chamar o Molion para palestras que, possivelmente, não sejam gratuitas), nada posso afirmar a respeito.
Descobri, no entanto, que há uma teia de vínculos políticos por trás dos dois, que é fundamental revelar, até para que caia a máscara de isenção por parte desses senhores. Costumo dizer que uma molécula de CO2 não tem ideologia e absorve infravermelho independente de nossas opiniões político-ideológicas, o que é obviamente aceito por todos os cientistas da área que conheço, independente da referência política deles ser o PSOL, o PT, o PV ou o PSDB (sim, conheço colegas com todos esses matizes e eu mesmo me filiei ao primeiro). Mas há, para certos grupamentos extremistas de direita a necessidade de dar um passo além: para justificar seus ataques ao ambientalismo, precisam renegar o que a ciência estabeleceu. Para estes, é conveniente contar com um punhado de pessoas vindas da comunidade científica, mas que não tenham o escrúpulo de negar a ciência para lhes servir de porta-voz. Essa relação íntima, simbiótica, entre os delírios de grupos fascistóides e a vaidade emplumada dos negadores resulta num teatro ridículo. É ela que é exposta no que segue.
Assinar:
Postagens (Atom)
Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas
Alok Sharma, presidente da COP26, teve de conter as lágrimas no anúncio do texto final da Conferência, com recuo em tópicos essenciais ...
Mais populares este mês
-
A indústria da carne produz enormes impactos ambientais e climáticos, mas, ao exagerá-los, Cowspiracy termina prestando um desserviço:...
-
A "profundidade" do discurso da esquerda oficial em torno da exploração do pré-sal é inversamente proporcional à profundidade...
-
Um exemplo de completa irresponsabilidade jornalística. Menos de 24 horas após publicada, milhares de pessoas já haviam acessado, ...
-
Uma das maiores panacéias que vêm sendo vendidas à sociedade brasileira é que a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia irá nos a...
-
Este discurso é de leitura obrigatória. É para mexer com qualquer ser humano, em que haja um coração que pulsa e sangue em veias e artér...

