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segunda-feira, 13 de abril de 2015

No verdadeiro meio científico não há negacionismo. Mas isso está longe de ser suficiente.


Ao lado, mostramos uma montagem feita a partir de cartaz verdadeiro da EGU2015, na verdade, um espaço para avisos ainda não utilizado (já que no momento em que a fotografei estávamos ainda a algumas horas da abertura do evento). O que ele diz é óbvio: assim como não há defensores da "Terra Plana" ou alguém que afirme que nosso planeta tenha sido criado há 6000 anos, em meio aos especialistas em Geologia, nem, nas seções dedicadas à Paleontologia, alguém que afirme que as formas de vida apareceram, por obra divina, exatamente como são hoje, desprezando todas as evidências de registro estratigráfico, de radioisótopos, de registro fóssil etc., nas seções relacionadas ao clima também não se vê o equivalente, em nosso caso, a criacionistas ou "flat-earthers": os negadores da mudança climática. Mas o que se esconde atrás do óbvio é que devemos nos preocupar muito, não apenas e talvez nem principalmente com o negacionismo aberto (que é grosseiramente anticientífico), mas com formas mais sutis de fuga do problema da crise climática.

domingo, 12 de abril de 2015

Assembleia da EGU em Viena: Haja conspiração!

Mais uma vez a Assembleia Geral da
EGU ocorre em Viena
Pela terceira vez estou em Viena para participar da Assembleia Geral da European Geosciences Union, evento que ocorre anualmente nesta cidade há alguns anos. Apresentarei um trabalho na seção dedicada a modelagem climática regional e aproveitarei a oportunidade para atualizar-me, fazer contatos etc.

Especialmente a primeira participação valeu a pena por dois momentos em particular. Um deles foi ter podido ver James Hansen em pessoa. O outro foi ter participado, em meio a um auditório absolutamente cheio, da condecoração de Michael Mann com a medalha Hans Oescheger. Foi um momento de rara satisfação, primeiro por Mike, que havia enfrentado há poucos anos ataques desonestos e raivosos da máquina negacionista, descritos em seu então recente livro "O Taco de Hockey e as Guerras Climáticas" e que tinha, através dessa comenda, seu trabalho reafirmado pela comunidade científica; segundo, por mim mesmo que, além de ter tido a minha cópia do livro devidamente autografada, ainda ter sido reconhecido pessoalmente por Mike (apesar de antes termos nos limitado a trocar algumas palavras num encontro da American Meteorological Society, nos EUA, no milênio passado). Os dois (Hansen e Mann), aliás, participaram de uma sessão aberta à imprensa, disponível neste link, discutindo a questão da sensibilidade climática.

Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas

Alok Sharma, presidente da COP26, teve de conter as lágrimas no anúncio do texto final da Conferência, com recuo em tópicos essenciais ...

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