sexta-feira, 2 de junho de 2017

Trump bombardeia o Clima

Trump como meteoro.
Fonte: Der Spiegel
Embora extremamente insuficiente e limitado nos mecanismos de proteção do sistema climático, o acordo celebrado em 2015, na COP21 em Paris, reconhecia claramente a necessidade de limitar o aquecimento global e contou com a pronta adesão de quase todos os países-membros da ONU. Síria e Nicarágua eram, até esta quinta-feira 1o de Junho de 2017 os únicos países fora do tratado. A Síria, presa em um quadro de caos, guerra, devastação e migração. A Nicarágua, vejam só, por considerar o Acordo fraco demais, impróprio no sentido de não atribuir responsabilidades proporcionais entre países ricos e pobres, e tendo ela promovido medidas de mitigação bem antes da COP21. A novidade: bombardeada pelos EUA logo no inicio da desastrosa gestão de Donald Trump, a Síria agora recebe a companhia do algoz.

Não é surpresa. Desde bem antes da campanha eleitoral, Trump insiste no negacionismo climático. Pelo twitter, ele já havia decretado que o aquecimento global seria “uma farsa inventada pelos chineses” para prejudicar a competitividade da indústria dos EUA. O anúncio da eleição do bilionário fanfarrão foi suficiente para fazer as ações das companhias de carvão e petróleo decolarem nas bolsas, assim como viriam a decolar mais tarde as ações das corporações do setor bélico em abril, após Trump mandar despejar 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea do país com que agora divide a infâmia de estar de fora do Acordo de Paris.

De onde saiu tanto negacionismo?

Nas últimas duas semanas pensei várias vezes na frase “quanto mais rezo, mais assombração me aparece”. Daí lembrei que, como bom ateu, n...

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