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| Apelidada de "rainha das privatizações", Elena Landau não nega o aquecimento global. Apenas defende uma política econômica que o agravará! |
A frase que dá nome a este blog foi proferida por Jim Hansen, pesquisador senior da NASA, preso num protesto em frente à Casa Branca. Refere-se à necessidade de que os cientistas do clima comuniquem à sociedade seus conhecimentos pois estes se relacionam a questões cruciais para o futuro do gênero humano e da vida no planeta. O megafone da foto simboliza essa atitude de falar sobre o risco climático em voz alta, de forma enfática e com o maior alcance possível.
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sexta-feira, 9 de março de 2018
Aquecimento Global como Argumento para Privatizar a Petrobrás: Sobre a lógica às avessas de Elena Landau
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
E o clima? Por um verdadeiro debate sobre o pré-sal.
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| Senador José Serra, autor do projeto que favorece as grandes corporações do ramo petroquímico e potencializa as emissões de CO2. |
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Sobre o pré-sal, o Greenpeace e a "esquerda elitista". Uma crítica às posições de Igor Fuser.
| A "profundidade" do discurso da esquerda oficial em torno da exploração do pré-sal é inversamente proporcional à profundidade física da própria camada.. |
É preciso que a riqueza chegue às mãos e às casas de muitos milhões de pobres mundo afora. Isso é fato. Centenas de milhões de pessoas mundo afora vivem muito, mas muito longe de um limiar mínimo de dignidade e é, evidentemente, necessário que infraestrutura material de saneamento, mobilidade, comunicação, etc. se faça disponível a todos os assentamentos humanos que a desejarem.
Mas a premissa de Fuser de que "negar ou diluir a dimensão social dos recursos naturais em países periféricos, como o Brasil, é incorrer num elitismo imperdoável" é flagrantemente falsa.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Entrevista ao "Letra P", da Argentina
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| Através de repressão violenta no dia do leilão do pré-sal, o Governo Dilma fez valer a vontade das multinacionais do setor petroquímico. |
Concedi, recentemente, entrevista ao "letra P", importante portal de notícias da Argentina, através do companheiro Bruno Bimbi, que nele publica. O original da entrevista, em espanhol, pode ser encontrado neste link. Na entrevista, abordo a gravidade da questão dos leilões do petróleo no Brasil e sua ligação com as questões ambiental e climática.
1) Você poderia explicar o
que foi exatamente que o governo Dilma fez com as reservas do pré-sal?
O
governo Dilma colocou a leilão a exploração do Campo de Libra, uma das maiores
reservas petrolíferas do mundo, estimada em 8 a 12 bilhões de barris de petróleo.
O leilão levou à conformação de um único consórcio, envolvendo, além da
Petrobrás, duas estatais chinesas e duas gigantes europeias do ramo do petróleo,
Shell (anglo-holandesa) e Total (francesa). Vergonhosamente arrebatado pelo
preço mínimo, o direito à exploração do referido campo se dará com a Petrobrás
como minoritária (40% da cota, apenas 10% acima da proporção mínima prevista
em lei), com 20% para as estatais chinesas e os outros 40% igualmente divididas
entre as gigantes europeias.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Defender o Sistema Climático Terrestre implica em combater a Privatização do Petróleo
A grande notícia global da semana passada foi que o limite de 400 ppm de CO2 atmosférico foi atingido, graças à incessante queima de carvão, petróleo e gás. É um momento adequado para lembrar que somente 1/5 das reservas fósseis pode ser extraída sem que ultrapassemos o já perigoso patamar de 450 ppm. Também para lembrar que já hoje e para além desse limite climático, extração e transporte de óleo em mares profundos, florestas, envolve riscos ambientais cada vez maiores. Desastre global e desastres locais se combinam e se misturam numa única agressão ao sistema terrestre.Algo que deveria ser a grande manchete nacional, mas é convenientemente escondido pela mídia, é o retorno à cena da privatização do petróleo no Brasil. E em "grande estilo", com uma rodada de licitação gigantesca, sendo leiloados 289 blocos, que equivalem a 155,8 mil quilômetros quadrados de área distribuídos por 11 bacias (166 estão no mar, sendo 94 em águas profundas e 72 em águas rasas, enquanto os restantes 123 estão em terra). Isto é quase o dobro do número de blocos colocados a leilão durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso (154) e, estima-se, equivale a nada menos do que 30 bilhões de barris de petróleo, duas vezes as reservas controladas pela Petrobrás.
domingo, 10 de março de 2013
Mudanças Climáticas Globais e Leilões do Petróleo no Brasil - Parte II: O que fazer?
O
Brasil veio se tornando progressivamente um grande produtor de petróleo,
principalmente a partir da perfuração do piso oceânico em suas águas
territoriais. No momento, a produção brasileira atingiu 2.583.000 barris por
dia [1].
| Vazamento na Bacia de Campos, em área explorada pela americana Chevron-Texaco. |
Inicialmente
isto se deu através da Petrobrás, que é uma companhia de capital misto, na qual
o Estado brasileiro como sócio majoritário, mas também com grande participação
de investidores privados. No entanto, durante o governo de Fernando Henrique
Cardoso, a Petrobrás perdeu o monopólio da exploração em território brasileiro
[2] e muitas companhias começaram suas operações, incluindo a Chevron, que já
foi responsável por um vazamento de grandes proporções na Bacia de Campos
próximo ao litoral do Rio de Janeiro.
Após
interrompidos por 4 anos, os leilões do petróleo e gás no Brasil retornarão com
força total em 2013. Em Maio, 117 blocos irã a leilão, incluindo, pela primeira
vez no Brasil, gás de xisto. O leilão da camada do pré-sal, em regime de
partilha, está marcado para 28 de Novembro. A Shell já manifestou seu interesse
[3].
Mudanças Climáticas Globais e Leilões do Petróleo no Brasil - Parte I: A quem interessam. A quem não.
A Ciência do clima é muito clara: o sistema climático está realmente
aquecendo, este aquecimento é causado pela acumulação de gases de vida estufa
de vida longa, especialmente dióxido de carbono (seguido de metano, óxido
nitroso e halocarbonetos) e a origem desse desequilíbrio químico atmosférico
está nas atividades humanas, especialmente no uso de combustíveis fósseis
(carvão, petróleo e gás natural), como estabelecido nos relatórios de avaliação
do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change, IPCC), especialmente o
AR4 [1].
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