Assim, a única causa de um país ir ao fim é a perda de soberania por perda de território. Até o século passado, isso só acontecia em uma situação: guerra. No final do século passado, outra situação foi aventada em Nauru. Nesse século, podemos ver outra situação acontecer em mais de 50 ilhas e três nações.
A frase que dá nome a este blog foi proferida por Jim Hansen, pesquisador senior da NASA, preso num protesto em frente à Casa Branca. Refere-se à necessidade de que os cientistas do clima comuniquem à sociedade seus conhecimentos pois estes se relacionam a questões cruciais para o futuro do gênero humano e da vida no planeta. O megafone da foto simboliza essa atitude de falar sobre o risco climático em voz alta, de forma enfática e com o maior alcance possível.
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segunda-feira, 14 de março de 2016
50 Ilhas e 1 destino - Por Caio Almendra
Assim, a única causa de um país ir ao fim é a perda de soberania por perda de território. Até o século passado, isso só acontecia em uma situação: guerra. No final do século passado, outra situação foi aventada em Nauru. Nesse século, podemos ver outra situação acontecer em mais de 50 ilhas e três nações.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Por Água Abaixo
Lá Vem a Cidade". No mesmo álbum, na faixa "É Fogo", ele também questiona "o que será, com mais alguns graus Celsius, de um rio, uma baía ou um recife, ou um ilhéu ao léu clamando aos céus, se os mares subirem muito, em Tenerife? Até agora, porém, a elevação do nível dos mares parece estar sendo uma preocupação secundária em meio a todo o alvoroço envolvendo os impactos das mudanças climáticas, e ela tem aparecido com mais ênfase nas letras desse grande cantor e compositor pernambucano do que na agenda dos formuladores de políticas públicas e dos governos. Grave erro. Gravíssimo!
sábado, 21 de março de 2015
Depois dos Achacadores, os Açaimadores... do Clima
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| Obra de Marcus Schinwald: Grita (2010) |
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Viagem ao Mundo de 400 ppm
Scripps e no site da NOAA) estão a cada dia com "cara mais feia". A medida diária recorde ainda é de 01/05/2014: 403,1 partes por milhão (ppm), mas tem tudo para ser batido. Também deve ser superada a média mensal de Abril (401,3 ppm), já que a média mensal de CO2 neste mês de Maio será, com certeza, novo recorde, provavelmente acima de 402,5 ppm. É quase certo também que, este ano, teremos 3 meses com concentração de CO2 acima de 400 ppm, pois o mês de Junho deve fechar com algo em torno de 401,5 ppm (em Abril, já tivemos média de 401,3 ppm).
Em Julho, seguindo o ciclo anual, essa concentração deve descer abaixo de 400 ppm, para fechar, ao fim de 2014, numa média anual recorde próximo a 399 ppm (ou até acima!). 2015, assim, deverá ser o primeiro ano para o qual a média deverá superar 400 ppm.
Em Julho, seguindo o ciclo anual, essa concentração deve descer abaixo de 400 ppm, para fechar, ao fim de 2014, numa média anual recorde próximo a 399 ppm (ou até acima!). 2015, assim, deverá ser o primeiro ano para o qual a média deverá superar 400 ppm.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
O Novo Relatório Climático do IPCC (do site realclimate.org, tradução: Alexandre Lacerda)
Nosso blog traz uma publicação especialíssima! É a tradução, por meu amigo Alexandre Lacerda, desta publicação sobre o novo relatório do IPCC, cuja fonte é o excelente site realclimate.org, que conta com contribuições de cientistas de verdade como Gavin Schmidt, Michael Mann (a quem tenho o prazer de conhecer pessoalmente e que foi condecorado com a comenda Hans Oescheger pela European Geosciences Union (EGU), em Viena, em 2012) Raymond Bradley e outros. Espero que apreciem a leitura!
As Mentiras que os Negadores Contam - Parte 2
Na publicação anterior neste blog, iniciei uma analogia entre uma crônica divertida de Luis Fernando Verissimo ("O Que Dizer"), publicada em "As Mentiras que os Homens Contam".
Uma das respostas da crônica à evidente e incômoda presença de um buraco é "São as obras do novo aeroporto, e não faça mais perguntas" e esta chega a, só que não no nível da anterior ("Que buraco?"), a negar o fato. Reconhece-se que existe algo, mas inventa-se que é outra coisa.
Uma das respostas da crônica à evidente e incômoda presença de um buraco é "São as obras do novo aeroporto, e não faça mais perguntas" e esta chega a, só que não no nível da anterior ("Que buraco?"), a negar o fato. Reconhece-se que existe algo, mas inventa-se que é outra coisa.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
É pior, sim! Por que os cientistas preferem "errar para menos"?
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| - Calma... é só um peixinho normal. |
Número recente do periódico Global Environmental Change publicou artigo de autoria de K. Brysse e co-autores [1] que chama atenção para algo para o quê já havia alertado anteriormente: a tendência, não apenas em vários estudos científicos, mas principalmente no discurso dos cientistas do clima, em subestimar o ritmo e/ou as possíveis consequências do aquecimento global antrópico.
Os autores desse artigo, cujo resumo é disponível publicamente, compõem um coletivo interdisciplinar, com um importante olhar das Ciências Humanas sobre o próprio comportamento dos cientistas. Suas conclusões avançam claramente no sentido oposto ao das acusações dos negadores das mudanças climáticas ou autoproclamados "céticos do aquecimento global". Ao invés de concluir que somos "alarmistas", "catastrofistas" ou coisa do gênero, o artigo mostra claramente - e explora as razões disso - que há um viés junto aos cientistas do clima para o lado oposto. Colocando de forma simples: ao invés de "aumentarem" o tamanho do monstro, os cientistas o diminuem. Algo como uma história de pescador ao contrário, em que se tenta de todo modo evitar dizer que se pegou um peixe enorme, insistindo em dizer que "é só um peixinho".
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
O AR5 e o Tiro pela Culatra dos Negadores
Muitos conhecem o famigerado fuzil AR-15, arma semi-automática extremamente difundida, inclusive entre grupos paramilitares e facções criminosas. Bem menos conhecido é um dos antecessores dele, o AR-5, um rifle adotado pela Força Aérea dos EUA na década de 1950, mostrado ao lado.
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| Armas: AR15 (acima), AR5 (abaixo) |
Mas não é de rifles, fuzis e similares de que vou falar aqui, evidentemente. Prometi que voltaria ao assunto e aqui está... O tema que abordarei é outro AR5, o 5° Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e o gigantesco tiro que os negadores da mudança climática deram no próprio pé quando tentaram capitalizar alguma coisa com o "vazamento" da 2ª revisão desse Relatório e divulgação de um ou outro trecho do material, como se de alguma forma as evidências em torno das mudanças climáticas e do papel antrópico possam vir a aparecer enfraquecidas neste relatório, em relação ao seu antecessor (o AR4, disponível no site do IPCC).
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Bomba-relógio: o tique-taque acelerado das mudanças climáticas
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| Distribuição do calor excedente no sistema climático terrestre, com base nos dados do IPCC. Figura adaptada a partir de http://www.skepticalscience.com/graphics.php?g=12. |
Os sinais mais alarmantes, ao meu ver, estão relacionados a outras variáveis do sistema climático que não a média da temperatura global na superfície. Na realidade, como o planeta e principalmente seus oceanos são tridimensionais, o calor acumulado pelo efeito estufa mais intenso não se distribui homogeneamente e, por vezes, pela própria dinâmica do sistema climático, pode dar preferência ora para uma parte desse sistema, ora para outro. Por exemplo, é possível que parte do calor retido na Terra durante alguns anos se acumule na porção superior do oceano, sendo transmitido depois para a atmosfera. Noutros momentos, é possível que a circulação oceânica mais profunda redistribua esse calor, transportando-o através de suas correntes para regiões remotas do planeta, vindo, em algum momento, a se manifestar de forma mais clara no derretimento do gelo das calotas polares. O quarto relatório do IPCC, por sinal, identifica de forma muito evidente que os oceanos são o principal coletor desse excedente de calor. Os resultados originalmente mostrados nesse relatório são mostrados, de forma mais simples, na figura acima.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Os Negadores das Mudanças Climáticas encontram uma Radical à Altura: a Natureza!
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| Furacão Sandy |
O título alternativo deste artigo bem poderia conter “o IPCC é fichinha” ou, de forma mais inclusiva, “Cientistas do Clima somos fichinha”. Isto porque, de fato, o embate entre nós e os negadores está longe de ser justo.
O debate científico se dá em Conferências e Congressos e, principalmente, por meio da literatura com revisão. São necessários vários meses para um artigo científico (que não raro sintetiza resultados de anos de trabalho), após, às vezes, múltiplas idas e vindas de revisões, finalmente ser publicado (suas conclusões sendo geralmente restritas a um pequeno aspecto da ciência e, por ter de necessariamente ser apresentada de forma técnica, acessível a um público muito restrito de especialistas da própria área). Apesar de suas imperfeições (erros em artigos científicos podem, sim, ocorrer), do olhar não raro fragmentado, e de sua aparência geralmente obscura para o grande público, são – particularmente hoje em dia - as contribuições parciais, os pequenos avanços e retrocessos, que pavimentam o caminho para sólidas conclusões científicas.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Impossível negar... Está ficando cada vez mais quente!
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"Anomalia" de temperatura de 1880 a 2011.
Fonte: National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), disponível em http://www.ncdc.noaa.gov. |
Não há mais margem para dúvidas: o sistema climático
terrestre está aquecendo. Registros de estações meteorológicas se tornaram
regulares a partir do final do século XIX, pouco depois, portanto, do advento
da era industrial. Nos últimos 100 anos, em média, a superfície do planeta já
aqueceu em cerca de 1°C, como se pode ver na Figura ao lado. Esta figura mostra a
chamada “anomalia” de temperatura, isto é, a diferença entre a temperatura
observada e a média do século XX, com os três gráficos se referindo
respectivamente à média global (acima), à média sobre os oceanos (no meio) e
sobre os continentes (abaixo). Fica evidente que, sobre os continentes, o aquecimento
é mais pronunciado.
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