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sábado, 23 de junho de 2018

3 Décadas de Inoperância que Podem Custar a Civilização

James Hansen, um dos pioneiros dos estudos de mudanças
climáticas, prestando depoimento ao Congresso dos EUA há
30 anos. De lá para cá, as condições se agravaram de maneira
bastante acelerada.
Há exatos 30 anos, em 23 de Junho de 1988, um dos principais cientistas da NASA, o Dr. James Hansen, era chamado a depor no Congresso dos EUA sobre a questão climática. Anos mais tarde, numa palestra, diante de uma plateia surpreendida por um slide em que ele mostrava uma foto sua, algemado diante da Casa Branca num protesto promovido por entidades ambientalistas, ele proferia a frase que dá nome ao nosso blog. Sim, ele acreditava que se as pessoas soubessem da gravidade da questão climática elas iriam se mobilizar com todas as suas forças, indo às ruas, pressionando governos e parlamentos, passando por cima até mesmo da possibilidade de serem presas.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Negacionismo: O Falso Galileu - Parte I: Posando de Vítima

Nem tudo o que parece é. Bicho-pau não é graveto.
Negacionismo não é uma "visão científica alternativa".
Poucas lorotas negacionistas são tão cínicas quanto a comparação que alguns deles fazem de si mesmos com Galileo Galilei e o processo do "Santo Ofício", isto é, da inquisição que quase o condenou à fogueira. Afinal, assim como na natureza, em que um bicho-pau não é um graveto, mas faz de tudo para parecer um, os negacionistas posam despudoradamente de vítima, quando seu papel é justo o oposto.

Sim, o discurso é bem montado: é como se fossem vítimas de perseguição de "inquisitores" que querem "impor um consenso" e calar os "hereges", mas a analogia só encontra algum eco porque as pessoas desconhecem quase que por completo a história da Ciência do Clima, o que será a principal questão abordada nesta Parte I (a parte II será dedicada às acusações bizarras de censura, boicote, etc. que os negacionistas tentam imputar à comunidade científica).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aquecimento Global: 79 Anos de Evidências

Guy Callendar (1897-1964). Foto: Wikipedia.
Um dos aspectos da desinformação difundida pelos negacionistas climáticos é esconder a história da Ciência do Clima, como se as evidências do aquecimento global e de seu caráter antrópico tivessem surgido agora, da cabeça de alguns "cientistas conspiradores". Peço que leiam com atenção o texto a seguir:

"Pela combustão, o homem adicionou cerca de 150.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao ar durante o último meio século. O autor estima, a partir dos melhores dados disponíveis, que cerca de três quartos disto permaneceu na atmosfera. Os coeficientes de absorção de radiação de dióxido de carbono e vapor d'água são usados para mostrar o efeito do dióxido de carbono na "radiação celeste". A partir disso, o aumento da temperatura média, devido à produção artificial de dióxido de carbono, é estimado em 0,003ºC por ano, na atualidade. As observações de temperatura em estações meteorológicas do mundo são usadas para mostrar que as temperaturas mundiais na verdade aumentaram a uma taxa média de 0,005°C por ano durante o último meio século."

É este o resumo de um artigo intitulado "A Produção Artificial de Dióxido de Carbono e sua Influência na Temperatura", publicado por Guy Stewart Callendar, em 16 de fevereiro de 1938, há 79 anos, portanto.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pulgas "marxistas" ou Pé de Dragão Verde?

Semeando o quê, barbudo?
Por conta de uma polêmica no início de minha militância (na qual estava errado, diga-se de passagens), guardo até hoje a lembrança de uma citação de Lênin citando Marx, em que ele dizia: "Compreendamos também nós as tarefas e peculiaridades da nova época. Não imitemos aqueles marxistas de meia-tigela dos quais Marx dizia: 'semeei dragões mas a colheita deu-me pulgas.'" (em seu famoso texto, "As Tarefas do Proletariado na Nossa Revolução", de Abril de 1917, Lênin faz menção, aí, à "A Ideologia Alemã").

Do que conheço da abordagem devida da obra de Marx e de outros pensadores e pensadoras da transformação social e da revolução, a perspectiva é (ou deveria ser) sempre a de abordagem crítica, viva, atual. Como na Física, em que se superou a Mecânica Newtoniana por uma teoria mais ampla (que não a invalida, mas a generaliza) e a Relatividade de Einstein veio apoiada em novas informações de realidade (o Eletromagnetismo de Maxwell, o experimento de Michelson-Morley, os trabalhos de Lorentz e Poincaré), eu não concebo como as pessoas pretendam, em pleno século XXI, achar todas as soluções em textos da Alemanha do século XIX (por mais universalistas que se tenham pretendido) ou, muito menos, da Rússia de 1917 (estes, mais ainda, preocupados com respostas concretas e práticas e muitas vezes contaminados pela pressa e/ou pelo pragmatismo).

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