Não adianta torcer o nariz. Mesmo se você não concorda com suas teorias e posições político-ideológicas, eu sei que você admite que ele é um dos grandes pensadores brasileiros do presente. Falo de Eduardo Viveiros de Castro, ao mesmo tempo antropólogo de contribuição absolutamente original e ativista das causas indígenas, ambientais e libertárias e que fez um movimento interessante nos últimos anos: o de estabelecer um forte diálogo fora do ambiente acadêmico, usando especialmente as redes sociais. Nas palavras de ninguém menos do que Claude Lévi-Strauss, Eduardo é "fundador de uma nova escola na antropologia" e o tom de sua crítica sistêmica é evidente ao afirmar peremptoriamente que “a escravidão venceu no Brasil; nunca foi abolida” e que “o capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos”. Com as temáticas indígena e climática se tornando cada vez mais uma coisa só e ambos habitando o ambiente virtual (eu mesmo já havia iniciado uma incursão via tweeter, antes mesmo de me decidir por criar este blog e a nossa página no Facebook), o encontro, primeiro virtual, depois real, era uma questão de tempo. Mentor ao lado de Déborah Danowski do interessantíssimo "Os Mil Nomes de Gaia", em que se conseguiu reunir pessoas de áreas tão diversas quanto Climatologia e Sociologia, Antropologia e Agronomia, para mim é uma honra contar com uma muito oportuna publicação do Eduardo aqui em nosso blog, sobre o negacionismo climático. Com a palavra, o xamã:A frase que dá nome a este blog foi proferida por Jim Hansen, pesquisador senior da NASA, preso num protesto em frente à Casa Branca. Refere-se à necessidade de que os cientistas do clima comuniquem à sociedade seus conhecimentos pois estes se relacionam a questões cruciais para o futuro do gênero humano e da vida no planeta. O megafone da foto simboliza essa atitude de falar sobre o risco climático em voz alta, de forma enfática e com o maior alcance possível.
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domingo, 16 de novembro de 2014
Eduardo Viveiros contra o Negacionismo e o "Indiferentismo", em Defesa da Ciência do Clima
Não adianta torcer o nariz. Mesmo se você não concorda com suas teorias e posições político-ideológicas, eu sei que você admite que ele é um dos grandes pensadores brasileiros do presente. Falo de Eduardo Viveiros de Castro, ao mesmo tempo antropólogo de contribuição absolutamente original e ativista das causas indígenas, ambientais e libertárias e que fez um movimento interessante nos últimos anos: o de estabelecer um forte diálogo fora do ambiente acadêmico, usando especialmente as redes sociais. Nas palavras de ninguém menos do que Claude Lévi-Strauss, Eduardo é "fundador de uma nova escola na antropologia" e o tom de sua crítica sistêmica é evidente ao afirmar peremptoriamente que “a escravidão venceu no Brasil; nunca foi abolida” e que “o capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos”. Com as temáticas indígena e climática se tornando cada vez mais uma coisa só e ambos habitando o ambiente virtual (eu mesmo já havia iniciado uma incursão via tweeter, antes mesmo de me decidir por criar este blog e a nossa página no Facebook), o encontro, primeiro virtual, depois real, era uma questão de tempo. Mentor ao lado de Déborah Danowski do interessantíssimo "Os Mil Nomes de Gaia", em que se conseguiu reunir pessoas de áreas tão diversas quanto Climatologia e Sociologia, Antropologia e Agronomia, para mim é uma honra contar com uma muito oportuna publicação do Eduardo aqui em nosso blog, sobre o negacionismo climático. Com a palavra, o xamã:
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