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segunda-feira, 31 de julho de 2017

De onde saiu tanto negacionismo?

Nas últimas duas semanas pensei várias vezes na frase “quanto mais rezo, mais assombração me aparece”. Daí lembrei que, como bom ateu, nem rezo nem deveria acreditar em assombração.

Mas com efeito, certas assombrações do mundo real existem e são, além de teimosas, nocivas. Há diversas pragas anticientíficas, incluindo o criacionismo, a negação de que o homem tenha ido à Lua, o movimento antivacina e até o terraplanismo, mas o negacionismo climático é certamente a mais prejudicial. Envolve vínculos econômicos poderosíssimos (como mostramos em artigo na Revista Vírus) e chegou à presidência da nação mais poderosa do planeta através de Trump, o Nero Laranja. Diferente de outras fraudes anticiência, o negacionismo climático incide sobre políticas públicas e o faz justamente quando sabemos que as consequências da inação serão profundas e duradouras quanto mais seguirmos com os “negócios como sempre”.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Negacionismo: Apague essa ideia!

Contar com meia dúzia de "cientistas" vendilhões e pseudo-
especialistas para semear a dúvida não é novidade. A indústria
fóssil está imitando a indústria tabagista. O que é lamentável é
o truque "colar" outra vez!
O cigarro causa câncer. Na verdade, dados do Instituto Nacional do Câncer são cristalinos: o tabaco é responsável por 23 óbitos por hora em nosso país; incluindo um quarto das doenças vasculares (incluindo derrame cerebral) e das mortes por angina e infarto do miocárdio (quase metade na faixa abaixo de 65 anos), pela quase totalidade de mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar (85%) e câncer no pulmão (90%, sendo que fumantes passivos representam um em cada três entre os 10% restantes), por quase um terço das mortes decorrentes de formas diversas de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, etc.). São nada menos do que 4700 substâncias tóxicas identificadas na fumaça do cigarro (50 das quais comprovadamente carcinogênicas): monóxido de carbono, que gera um composto estável que bloqueia as funções da hemoglobina e é produzido abundantemente pela combustão, cianeto de hidrogênio (o mesmo gás das câmaras de execução), benzeno (cancerígeno, frequentemente ligados a casos de leucemia em trabalhadores do ramo petroquímico), nitrosaminas, cetonas, xileno, tolueno (ou seja, solventes para desde esmaltes de unha até tinta industrial), compostos orgânicos policíclicos, terebentina, alcatrão, níquel e metais pesados (arsênio, cádmio etc.)... A lista é interminável.

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