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Aldo Rebelo, aquele que nega a Ciência
do Clima e diz que o movimento ambi-
entalista é "pró-imperialismo" é nome-
ado Ministro da Ciência, Tecnologia e
Inovação. Antes fosse apenas uma piada
de péssimo gosto. |
Nos próximos dias, outras instituições de pesquisa e monitoramento climático, incluindo NOAA e NASA, deverão confirmar, cada uma usando uma metodologia diferente, o que a Agência Japonesa acabou de divulgar: 2014 é, com efeito, o ano mais quente de todo o período instrumental. Mas a virada do ano em
Terra Brasilis, ao contrário do que um fato desses deveria provocar (isto é, priorização da temática e transversalização da mesma em todos os ministérios), um negacionista climático é nomeado para o cargo de Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, justamente aquele que deveria induzir, incentivar e conduzir trabalhos de pesquisa junto à comunidade brasileira, envolvendo quantificação das mudanças, dos seus impactos e dos riscos e desenvolvimento de estratégias, incluindo soluções tecnológicas, para redução das vulnerabilidades, mitigação e adaptação.
Dois textos de autoria do agora ministro são duas verdadeiras pérolas de ignorância relativa à ciência do clima, ao mesmo tempo em que se caracterizam pelo acentuado grau de arrogância. O primeiro e mais importante, é o relatório que Aldo Rebelo preparou para alterar profundamente o Código Florestal. Dentre outras coisas (como tratar "o homem como o único ser vivo dotado de consciência e inteligência, capaz de interagir com a natureza e de transformá-la"), sua visão da Amazônia é assustadora, como se vê na passagem a seguir (parte de uma extensa citação de um livro do geógrafo Josué de Castro, publicado em 1946 e que Aldo Rebelo reivindica como correta...):