segunda-feira, 28 de março de 2016

Golpe mesmo é o Antropoceno!

Nas últimas semanas, a ebulição política no Brasil, com manifestações de rua, grampos nos telefonemas trocados entre Lula e Dilma, condução coercitiva do ex-presidente e processo de impeachment sobre a atual, documentos da Odebrecht incriminando meio mundo (Aécio, Cunha, Alckmin, Renan Calheiros e quem mais interessar possa), tem deixado pouco espaço para se discutir qualquer outra coisa. Afinal, o que pode ser mais importante do que uma crise política tão aguda, com desdobramentos quase imprevisíveis e que pode levar até a ameaças às liberdades democráticas com grupos fascistas ou similares se assanhando? Então... Acreditem... tem coisa bem mais relevante e bem mais perigosa. Os que quiserem saber do meu posicionamento político sobre a atual conjuntura brasileira, é fácil. Basta dar uma olhadinha em minhas páginas pessoais nas redes sociais. Mas aqui, o assunto, como vocês sabem, é clima. E na semana passada, dois artigos caíram como verdadeiras bombas, fazendo com que a crise climática, que já se sabia ser potencialmente muito perigosa, se revelasse muito pior, mais profunda, mais rápida: um na Nature Geoscience e outro, encabeçado por James Hansen na Atmospheric Chemistry and Physics. Os conteúdos são de arrepiar. Mostram que golpe mesmo é o Antropoceno. Mas antes de chegarmos lá, algumas considerações...

SEM PARALELO

Artigo de Moberg et al. de 2005 já mostrou claramente que as
anomalias de temperatura do chamado "período medieval
quente" foram bem menores do que as de hoje, mesmo con-
siderando somente o Hemisfério Norte onde elas foram mais
pronunciadas.
Além de ser uma ciência extremamente interessante, um dos principais sentidos práticos da Paleoclimatologia (o estudo do clima do passado) é, ao investigar o histórico climático da Terra, conhecer mais sobre a dinâmica, os limites e os ritmos de transfomações (obviamente naturais) que aconteceram no passado, obter elementos para melhor entender a mudança climática do presente, bem como melhor prever seus desdobramentos e consequências. Daí, é comum procurarmos, no passado, análogos climáticos ao que está acontecendo no momento com o clima do nosso planetinha graças à ação humana.

Há bastante tempo sabemos que não há análogo com o presente na escala de séculos ou mesmo de milênios. As evidências científicas são claras: o chamado "período medieval quente" ou "anomalia climática medieval", que estranhamente ainda é comparado por negacionistas com o aquecimento de agora, não apresentou temperaturas nem próximas às de hoje, com perturbações mais regionais do que globais. O aquecimento atual é muito mais pronunciado do que qualquer coisa vista nos últimos mil anos.
Artigo de Markott et al. (2013), citado no AR5 do IPCC mos-
tra ao mesmo tempo que o aquecimento do presente não tem
paralelo durante o Holoceno e que a velocidade com que esse
aquecimento se dá é muito maior do que aquele verificado no
encerramento da última era glacial.

Os indícios científicos também dão conta de que durante todo o Holoceno, interglacial (isto é, período quente entre períodos glaciais ou "eras do gelo") iniciado há aproximadamente 11.500 anos, não houve período com aquecimento tão significativo nem com mudanças tão rápidas. Nem mesmo o "Ótimo Climático do Holoceno Médio" há cerca de 6 mil anos, apresentou temperaturas tão altas (especialmente se adicionarmos aos dados analisados por Markott et al., em seu artigo publicado na Science em 2013, os sucessivos recordes observados de temperatura de 2014 e 2015), como se constata no gráfico ao lado. Mais marcante ainda é a comparação da inclinação da curva em seu início (há 12 mil anos, final da última era glacial) e hoje em dia (quando o gráfico é praticamente vertical, indicando um aquecimento extremamente rápido). Na verdade, em artigo publicado este ano na Nature Climate Change, Clark et al. sugerem que o processo de aquecimento em curso no século XXI já é 20 vezes mais acelerado do que quando da saída da mais recente "era do gelo" (podendo chegar a uma velocidade 50 vezes maior) e que a elevação do nível do mar submergiria uma área hoje habitada por mais de 50 milhões de pessoas.

Concentração de CO2 atmosférica nos últimos 800 mil anos
(combinação das amostras coletadas em Vostok, Antártica,
com medidas diretamente feitas em Mauna Loa). O gráfico,
produzido pelo Scripps Institute of Oceanopgraphy e publi-
cado pela Scientific American, é de Maio de 2013, quando
a concentração de 400 ppm de CO2 foi atingida pela primeira
vez na história. Hoje, já descontado o ciclo anual, ultrapassa-
mos a linha, chegando a mais de 402 ppm, enquanto medidas
diárias acima de 406 ppm já tem sido registradas.
Aliás, por falar em elevação do nível do mar, como já mostramos em nosso blog, publicação na Science de 2015 de Dutton et al. aponta para a possibilidade real de um cenário ainda pior do que esse, exatamente ao se olhar para três análogos climáticos: os estágios isotópicos marinhos MIS5 e MIS11, interglaciais há 125 mil e 400 mil anos respectivamente e o chamado Período Quente do Plioceno Médio, há 3 milhões de anos. Mas são todos análogos imperfeitos. Dado que o registro de colunas de gelo da Antártica permite um acesso preciso a algumas informações relevantes e em particular permite sabermos a composição química da atmosfera do passado (através das amostras grátis na forma de bolhas de ar antigo presas nessas colunas), fica evidente que não há nada parecido com o que temos hoje nos últimos 800 mil anos. Como mostramos no artigo anterior do blog, a manutenção de temperaturas parecidas com o "limite seguro" da COP21, entre 1 e 2°C acima dos valores pré-industriais por um período de tempo suficientemente longo (alguns milhares de anos como no caso do MIS11) é capaz de elevar os mares de 6 a 13 metros. E preparem-se, senhores/as passageiros/as, afinal já adentramos esse terreno, com a temperatura de Fevereiro de 2016 chegando a impressionantes 1,21°C acima da média do século XX, segundo a NOAA.

Para chegarmos a concentrações de 400 ppm na atmosfera, como já mostramos em nosso blog, precisamos retroceder 3 milhões de anos na história terrestre. Mas alguém tem ilusão de que ficaremos estacionados nesse valor mesmo se estacionássemos as emissões de gases de efeito estufa nos níveis atuais (algo que é injustificadamente celebrado por alguns dos nossos, como já expliquei exaustivamente)? Claro que não, e aí mesmo o Período Quente do Plioceno Médio, com seus mares no mínimo 6 metros acima dos dias de hoje (havendo muita incerteza de até onde podem ter chegado) e suas temperaturas 2-3°C acima dos tempos pré-industriais, deixa de ser um análogo razoável.

O ANÁLOGO PARA O CLIMA FUTURO PODE SER UM CLIMA NADA AMENO

Disposição dos continentes no início do Eoceno. Oceanos
estavam dezenas de metros acima dos níveis atuais.
Pela ausência de análogos razoáveis para um provável clima futuro nas escalas de milhares de anos, dezenas ou centenas de milhares de anos ou até de poucos milhões de anos, os cientistas do clima e paleoclimatologistas começaram a olhar para um passado ainda mais distante e, a princípio, pareciam ter encontrado um possível paralelo para o mundo que deixaríamos para nossos descendentes a continuarmos com a queima de combustíveis fósseis: o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, da sigla em inglês), evento ocorrido há 55,8 milhões de anos, bem na transição entre esses dois períodos da Era Cenozóica (Paleoceno e Eoceno).

Acredita-se que a ocorrência do PETM tenha sido relacionada a "feedbacks" ou retroalimentações. Especificamente, há chances de que a liberação de grandes quantidades de metano (CH4, cuja molécula é individualmente 28 vezes mais poderosa do que o CO2 no que diz respeito ao efeito estufa) em virtude do derretimento do permafrost (algo que em certa medida já está acontecendo no presente, podendo até estar por trás dos estranhos buracos que surgiram na Sibéria) e da desestabilização dos clatratos, compostos presentes, por exemplo, no assoalho oceânico, em que moléculas de metano são aprisionadas por estruturas de moléculas de água (figura ao lado).

Com efeito, investigações sobre o clima do PETM avançaram nos últimos anos e alguns artigos já foram mencionados no 5º relatório do IPCC, o AR5. O relatório afirma que "o PETM foi caracterizado por uma liberação massiva de carbono e acidificação oceânica correspondente", com base nos artigos de Zachos et al., 2005 e de Ridgwell e Schmidt, 2010, este último, por sinal, trata de simulações que sugerem um risco ainda maior para organismos que dependam da fixação de carbonato no presente (vários artigos no nosso blog mostram como a acidificação oceânica pode ser devastadora para corais, equinodermas, moluscos e boa parte do plâncton), bem como fala de "taxas maiores de mudanças ambientais na superfície" nos dias de hoje, comparativamente ao PETM, que podem representar um maior desafio para a adaptação do plâncton no presente do que naquela época. Além disso, o AR5 já falava de evidências de um aquecimento muito significativo, no PETM, relativamente ao clima anterior: uma das referências citadas no relatório, um artigo de McInerney e Wing (2011), sugere um aquecimento impressionante de 5 a 8°C.

Acima: temperaturas no PETM simuladas por Kiehl
e Shields (2013). Abaixo: mudança relativamente ao
período pré-PETM.
Mas publicações posteriores ao AR5 falam de mudanças ainda mais severas. É o caso do artigo de Kiehl e Shields, publicado no final de 2013 na Philosophical Transactions of The Royal Society A. Se o PETM servir de análogo para um possível clima deixado como resultado da nossa incapacidade de mitigar a mudança climática atual e corrigirmos nossa matriz energética antes de disparar um conjunto de "feedbacks" e entrarmos num regime de irreversibilidade, temos motivo de sobra para termos medo. Segundo os autores, houve mudanças de até 10°C em relação ao clima anterior ao PETM (que já era quente!) em determinadas regiões "as temperaturas de superfície simuladas nas regiões tropicais da América do Sul e África são excessivamente elevadas, de mais de 48°C em alguns pontos" (grifos meus), o que é mostrado na figura ao lado.

ANTROPOCENO versus PETM

Se de algum modo valerem metáforas futebolísticas para essa comparação, vamos tentar construir uma. Comparando diretamente a possibilidade de liberação de enormes quantidades de carbono no Antropoceno com o ocorrido no PETM com uma partida de futebol, alguém vence? Dá empate? É uma partida equilibrada ou alguém vence de goleada? Spoiler:

Se você acha 7x1 humilhante, dá uma checada na goleada do
Antropoceno sobre o PETM...
A primeira questão que emerge de imediato é: existem reservas fósseis em quantidade suficiente para, em sendo queimadas, deflagrarem um aquecimento similar ao observado durante o PETM? Embora artigos mencionados no AR5 se referam a estimativas de liberação de carbono da ordem de até 6800 petagramas (bilhões de toneladas), segundo Panchuk et al. (2008)Zeebe et al. (2009), por exemplo, falam em números mais modestos, da ordem de 3000 petagramas, ou 3 trilhões de toneladas de carbono. De acordo com Hansen et al. (2013), somente o carvão existente, conforme estimativa da "Avaliação Global de Energia" (Global Energy Assessment, 2012) chega a algo entre 7300 e 11000 petagramas de carbono e que, em se somando todos os combustíveis fósseis existentes, incluindo as enormes quantidades de gás não-convencional, pode-se chegar a incríveis 15 trilhões de toneladas de carbono, cinco toneladas para cada uma das . Um primeiro tempo que se encerra no 5x1, como no fatídico jogo da seleção brasileira contra os alemães há pouco menos de 2 anos.

Artigo mais recente de Zeebe et al., na Nature Geoscience,
com evidências que apontam para um completo ineditismo
na velocidade de liberação de carbono para a atmosfera por
conta das ações antrópicas.
Como se sabe, a seleção alemã diminuiu o ritmo no segundo tempo e ainda assim marcou mais dois. Mas por falar em ritmo, a outra pergunta relevante é qual a velocidade das emissões de carbono de hoje em dia comparadas com aquelas do PETM? E aí é que "a porca torce o rabo".

Conforme apontado no AR5 do IPCC, as primeiras evidências mais fortes apontavam no sentido de que as emissões do PETM se deram principalmente num período de 5 a 20 milênios, o que levaria a algo provavelmente inferior a 1.0 PgC/ano (um bilhão de toneladas de carbono por ano) (por exemplo, em Zeebe et al., 2009). Mas a publicação, de Zeebe et al., que apareceu no número da Nature Geoscience de 21 de março de 2016 além de reforçar as evidências anteriores, pelo visto "coloca o prego no caixão". O abstract (resumo do artigo) vai direto ao ponto ao comparar o presente com o PETM: "as emissões de carbono por fontes antrópicas atingiu um recorde de 10 PgC/ano em 2014", afirmam no início e "calculamos que a liberação inicial de carbono no início do PETM ocorreu ao longo de 4000 anos", o que implica que a taxa de liberação seria, "no máximo, de 1,1 PgC/ano". Ou seja, anualmente, hoje em dia, estamos emitindo carbono para a atmosfera a uma velocidade 10 vezes maior do que no evento natural de aquecimento mais dramático de toda a era cenozóica. Voltando à metáfora futebolística, estamos falando de uma goleada de 10x1 no final do "segundo tempo" de nossa análise. Saímos de Alemanha e Brasil e fomos parar em Hungria versus El Salvador.

Emissões 10 vezes mais rápidas do que o maior evento natural
nos últimos 65 milhões de anos. Um aquecimento que pode vir
a ser 50 vezes mais rápido do que a última grande mudança
climática natural (encerramento da última era glacial). E não
se faz nada.
Zeebe et al. (2016) reconhecem o desafio que é, para entendermos a mudança climática de hoje, essa ausência de analogia minimamente razoável no clima do passado e chegam a uma conclusão sombria: "rupturas nos ecossistemas provavelmente excederão as extinções relativamente limitadas observados no PETM". Em seu 10 a 1, o Antropoceno deve representar, assim, o mais duro golpe contra a biota terrestre desde que este planeta foi atingido por um asteróide há 65 milhões de anos, liquidando a era dos dinossauros. Até porque, como se sabe, o colapso ecológico global em curso tem no caos climático o seu epicentro, mas envolve uma gama mais ampla de rupturas nos "limites planetários". Hoje, porém, o asteróide somos nós, mas podemos ser também (ao lado de tantas outras espécies) dinossauros. E o pior é que nesse misto de asteróide e dinossauro, de vilão e vítima, em que alguns (o extrato mais rico, com maior volume de consumo e pegada de carbono) são bem mais vilões que outros (as camadas mais pobres, especialmente os que sequer têm acesso a alimentação e água potável nos níveis recomendados, a saneamento, moradia digna e serviços de saúde e educação), seguimos no curso de colisão.

MUDANÇAS MAIS PROFUNDAS, MAIS PERIGOSAS E MAIS RÁPIDAS

A seleção alemã reduziu o ritmo no segundo tempo e chegou, sem problema, às finais. Em nosso caso, para não sofrermos uma eliminação precoce, diminuir o ritmo (de emissões, produção e consumo) é um imperativo. Temos debatido exaustivamente em nosso blog a tendência a eventos extremos mais perigosos, de todos os tipos, de ondas de calor a superfuracões. Temos mostrado o quanto uma elevação perigosa do nível do mar tem sido subestimada.

Evidências ainda mais fortes nesse sentido também foram apresentadas na semana passada em outro artigo, este, encabeçado pelo veterano Dr. James Hansen, disponível na Atmospheric Chemistry and Physics através deste link.

Um dos focos do artigo está no derretimento dos mantos de gelo, cujas escalas de tempo ainda são muito incertas. Hansen e seus colaboradores focalizaram seus esforços nos feedbacks amplificadores do degelo, que vão desde fatores mais locais, como a estabilização da coluna oceânica nas regiões frias até mudanças no ciclo hidrológico que alteram a dinâmica de águas profundas e a redistribuição de calor. Considerando as incertezas nas escalas de tempo associadas a esses processos, as conclusões não são nada menos que assustadoras: que elevações da ordem de metros podem ocorrer em escalas de tempo de 50 a 150 anos, o suficiente para que, em escalas de décadas, países insulares desapareçam e a zona costeira de baixa altitude (globalmente muito habitada) já sofra impactos muito profundos.

Temperatura vários graus acima, tempestades
com força mais devastadora, oceanos vários
metros mais elevado, alterações no ciclo da
água e na produtividade agrícola... Sem que
sejam tomadas medidas sérias já, somando
todos esses fatores de crise, alguém em sã
consciência pode acreditar em outro destino
que não o colapso civilizacional?
Usando o termo "Hiper-Antropoceno" para o período industrial (diferenciando-o "Antropoceno precoce", hipótese de que a humanidade há muito tempo já vem alterando o clima e o ambiente globais pela agropecuária e outras atividades formulada por Ruddiman pela qual nutrem simpatia), Hansen et al. (2016) declaram: "nossa análise revela um quadro bastante distinto daquele do IPCC (2013) em caso de continuação do Hiper-Antropoceno", leia-se um quadro bem mais sombrio. Se as emissões continuarem a crescer, além da elevação dos oceanos em vários metros, Hansen et al. concluem pela "completa interrupção da circulação de revolvimento do Atlântico Norte em décadas em tal cenário". E com mudanças tão dramáticas e tão generalizadas em tão curto espaço de tempo, o prognóstico não pode ser senão caracterizado como de catástrofe: "A ruptura social e econômica como consequência de tais elevações do nível do mar e dos sistemáticos aumentos de tempestades e eventos climáticos extremos, pode ser devastadora. Não é difícil imaginar que os conflitos resultantes de migrações forçadas e colapso econômico poderiam tornar o planeta ingovernável, ameaçando o tecido da civilização".

"Planeta ingovernável"... Mesmo eu, que nunca fui muito afeito à defesa da "ordem" (até porque a ordem social e política que temos há muitos anos em nosso país e mundo afora é extremamente desigual, injusta e destrutiva), gostaria de resgatar aqui a analogia política do título deste artigo. Se há algo que realmente deveria nos assustar a todos é a desestabilização da "ordem climática", o golpe em curso contra a governabilidade planetária. Afirmo, sem medo de estar errado, a irrelevância que teve o recente jogo da Selecinha contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa, diante da crise política brasileira, Lava-Jato, impeachment e tudo mais é a mesma irrelevância (em termos relativos) desta crise política diante da dimensão da crise climática.

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