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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Acordo bilateral EUA-China: Porque é preciso ir (muito) mais fundo/

Maiores emissores de CO2, EUA e China celebrara um
acordo bilateral. Qual o significado disso para o clima?
Concedi ao Instituto Humanitas Usininos a seguinte entrevista, em que expresso meu ponto de vista sobre os limites e problemas do acordo climático que EUA e China celebraram.

Não acho que tal acordo seja suficiente para resolver a crise climática. Longe disso.

Também não acho que ele signifique o início de uma ampla tomada de consciência pelos governos mundiais. Antes me parece uma tentativa dos dois maiores emissores de garantir seu protagonismo, numa "solução controlada" para a crise, em que geopolítica e economia globais permaneçam sob controle, mas que de modo algum é suficiente para evitar que o sistema climático saia de controle.

Mas ao mesmo tempo não creio que ele seja algo a se desprezar. Ao ensaiar medidas que fogem à regra do "business-as-usual" (vulgarmente conhecido como "tô nem aí"), esse acordo pode abrir o flanco para que a pressão conjunta do movimento ambientalista, de povos originários e comunidades tradicionais, de países insulares e países pobres mais atingidos (agora e/ou potencialmente no futuro) e da comunidade científica e acadêmica ganhe mais impulso e mobilizações como a marcha dos 400 mil em Nova Iorque se multipliquem.

Segue a entrevista:

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nossas vidas valem mais do que os seus lucros!


Marcha com quase 400 mil pessoas em Nova Iorque, com
forte protagonismo dos povos indígenas, pode ser o novo
tom de uma mobilização global em defesa do clima.
(Declaração da Rede Internacional Ecossocialista frente a COP20 em Lima, Peru, Dezembro de 2014)

" A crise climática iminente que enfrentamos hoje é uma grave ameaça para a preservação da vida no planeta. Muitos estudos acadêmicos e declarações políticas confirmam a fragilidade da vida na Terra em função da mudança de temperatura. Apenas alguns graus podem causar - e estão a causar - uma catástrofe ecológica de consequências incalculáveis. Agora mesmo estamos experimentando os efeitos mortais desta situação. O derretimento do gelo, a contaminação da atmosfera, o aumento do níveis do mar, a desertificação e aumento da intensidade dos fenômenos meteorológicos são a prova. 

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