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| Famigerado site de Fake News da ultradireita dos EUA celebra "Planet of the Humans" porque ele "desmonta as fraudes da energia verde da esquerda". E tem razão em celebrá-lo. |
A frase que dá nome a este blog foi proferida por Jim Hansen, pesquisador senior da NASA, preso num protesto em frente à Casa Branca. Refere-se à necessidade de que os cientistas do clima comuniquem à sociedade seus conhecimentos pois estes se relacionam a questões cruciais para o futuro do gênero humano e da vida no planeta. O megafone da foto simboliza essa atitude de falar sobre o risco climático em voz alta, de forma enfática e com o maior alcance possível.
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domingo, 12 de julho de 2020
O desserviço de "Planeta dos Humanos"
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Segue o Seco
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| Carcaças de cágados no piso do açude do Cedro (Quixadá), inteiramente seco. Foto: Hugo Fernandes Ferreira |
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino seca"
(Carlinhos Brown)
(*) Este artigo foi originalmente publicado no site do Observatório do Clima
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Vem aí a Marcha do Clima!
Ano passado, quase 400 mil pessoas marcharam nas ruas de Nova Iorque às vésperas de uma reunião da ONU, preparatória para a COP-20, que iria se realizar em Lima. Outras manifestações aconteceram em diversas outras cidades do mundo, da Europa à Austrália, da Ásia à América Latina. Foi uma evidência clara de que a luta contra as mudanças climáticas não é mais apenas o brado de meia dúzia de cientistas e ambientalistas contra um inimigo invisível e algo que não diga respeito à grande maioria da população. E como tudo indica que o "movimento climático" irá crescer, isto é algo que certamente vai incomodar as corporações ligadas direta ou indiretamente à extração e uso de combustíveis fósseis (petroquímicas, mineradoras empresas de energia, montadoras de automóveis e, claro, os bancos que as financiam) e responsáveis por outras emissões de gases de efeito estufa, como o agronegócio. Até porque é comum que a massificação das mobilizações tenha relação forte com a presença de indígenas, populações da zona costeira, atingidos por eventos extremos, a juventude e outros setores mais vulneráveis e impactados e, portanto, em conflito com tais segmentos do capital. Quem acha que a luta contra as mudanças climáticas é "coisa de pequeno-burguês" é porque nunca esteve com um agricultor do sertão que sabe o que significa mais calor e mais seca, ou com um indígena que percebe, já, o desequilíbrio do ambiente em sua volta, ou do jovem e o/a trabalhador/a da cidade pequena que já sofre com desabastecimento de água, ou com o pescador que teve sua pequena casa destruída pelo avanço do mar ou com a marisqueira que não consegue mais apanhar o marisco que lhe dava sustento.
Quero destacar, na construção desse movimento, o seu caráter eminentemente internacional, planetário, e ao mesmo tempo aberto e horizontal, uma ampla avenida para debater que tipo de transformação social e política de fato precisamos. Abaixo, reproduzimos artigo de Ricken Patel, da Avaaz, publicado no periódico britânico "The Guardian", em que ele faz uma caracterização e convocação da "People's Climate March", que poderíamos traduzir como "Marcha Popular do Clima" ou "Marcha do Povo pelo Clima".
Quero destacar, na construção desse movimento, o seu caráter eminentemente internacional, planetário, e ao mesmo tempo aberto e horizontal, uma ampla avenida para debater que tipo de transformação social e política de fato precisamos. Abaixo, reproduzimos artigo de Ricken Patel, da Avaaz, publicado no periódico britânico "The Guardian", em que ele faz uma caracterização e convocação da "People's Climate March", que poderíamos traduzir como "Marcha Popular do Clima" ou "Marcha do Povo pelo Clima".
terça-feira, 17 de março de 2015
Porque emissões de CO2 "congeladas" não podem ser motivo de comemoração, mas de luta!
| A Agência Internacional de Energia anunciou que as emissões de CO2 do setor de energia não cresceram de 2013 a 2014. Mas há razões para euforia? |
Em sua grande parte, houve entusiasmo junto ao movimento ambientalista, mas a mim parece que a necessidade de celebrar pequenas vitórias para manter o nosso ânimo e reduzir o fardo psicológico dos revezes ambientais (e também os revezes em direitos, na luta pela igualdade, justiça e democracia) pode nos jogar para um terreno arriscado, que é o de enxergar essas pequenas vitórias onde elas de fato não existem.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Eólicas: para quem, para quê, como?
neste link). A expectativa de trabalhos como esse, claro, era o de subsidiar a implantação de fontes de energia renováveis em nossa região, mas...
domingo, 30 de novembro de 2014
Por uma Revolução Energética
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| Imagem de intervenção feita em uma das principais praças de Fortaleza, para debater sobre crise hídrica, mudanças climáticas e questão energética. |
sábado, 12 de abril de 2014
Não à rendição! Nem geoengenharia, nem nuclear, nem transgênicos!
Energia Nuclear? Não, obrigado!
Recentemente, James Hansen, cientista líder nas pesquisas sobre mudança no clima e ativista climático que inspirou a frase que dá nome a este blog fez, lamentavelmente, uma movimentação de defesa da "energia nuclear segura", como via para salvar o clima global da desestabilização que inevitavelmente emergerá como resultado da continuidade da queima de combustíveis fósseis como principal fonte energética. Com isso, ele se une a outras vozes proeminentes, como James Lovelock que, partindo da premissa correta de que "a mudança climática é o maior perigo que a humanidade já vivenciou", conclui erroneamente que ela "tem de usar a energia nuclear", na sua opinião a "única fonte de energia segura disponível". Ora, ainda que a estratégia de saída da crise climática possa criar dificuldades para a rápida abolição do uso da fissão nuclear, é evidente que a expansão desse setor é algo simplesmente inaceitável. Infelizmente, porém, o falso "verde criptonita" da energia nuclear está longe de ser a única falsa alternativa tecnológica com poder de sedução sobre a comunidade científica, incluindo alguns de seus mais proeminentes representantes.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
IPCC reconhece desigualdade como chave para o risco climático. Mas é preciso ir muito além.
No ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudança
Climática (o IPCC, da sigla em inglês) deu início à divulgação do seu 5º
Relatório de Avaliação (ou AR5), começando pelo trabalho do “Grupo I”, que
trata das bases físicas da mudança no clima. Esta semana, essa divulgação teve
continuidade, com a publicação do Sumário dos trabalhos do “Grupo II”, que lida
com “impactos, adaptação e vulnerabilidade”.
É comum a esquerda negligenciar esta
temática. Mas isso é um grave erro. Entendemos que é central buscar respostas à
questão da crise ecológica em geral (e da crise climática em particular); é
crucial para os pobres, os trabalhadores do campo e da cidade, os indígenas, enfim, para os oprimidos e explorados no século XXI. Afinal, a luta por evitar um
desfecho catastrófico para essa crise engendrada pelo capitalismo é a luta para
salvaguardar as condições materiais para sobrevivência, com dignidade, do
gênero humano.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
É o CO2, Dilma!
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| É o CO2, Dilma! |
"Nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas. Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações." (ROUSSEFF, D., 2013, em pronunciamento público)
Errado, presidenta! Utilizar combustíveis fósseis não pode ser considerado "normal", "seguro", nem "correto". Cada molécula extra de CO2 adicionada à atmosfera, elevando a já insegura concentração de 394 ppm amplia o "risco" climático e deveria, da parte de qualquer governante sensato deste mundo, despertar "inquietação".
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