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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A "outra" bomba de carbono: nossa dieta. Parte II - Churrasco de Planeta

Apesar do "pum" emblemático, a maior
parte do metano produzido pelos rumi-
nantes sai mesmo é pela boca...
Inicio este segundo artigo da série, destacando, dos dados mostrados em artigo anterior, o fato de que cerca de 4% das emissões globais de gases de efeito estufa se devem única e exclusivamente à fermentação entérica, havendo fortes indícios de que a ampla maioria dessas emissões se deva ao gado bovino (de corte e leiteiro). É algo da ordem de 2 bilhões de toneladas de CO2-equivalente, mesmo sem considerar todos os outros aspectos ligados à pecuária: do desmamento à decomposição de esterco, do uso de fertilizantes para o pasto ao transporte de insumos e, claro, do próprio produto.

É esse aspecto que faz com que - exclusivamente do ponto de vista climático, sem incluir ainda outros aspectos socioambientais - a carne bovina seja provavelmente a pior escolha possível como fonte protéica. Unindo dados da FAO com informações da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCAUSP), chega-se à conclusão de que ela é disparadamente a mais carbointensiva.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A "outra" bomba de carbono: nossa dieta. Parte I - Devorando a Terra

No Mandir, debatemos o papel da nossa
dieta nas mudanças do clima global
Como parte das iniciativas do tipo "roda de conversa" que estamos denominando de "Entrando no clima", no último dia 30 de Setembro estivemos no Restaurante Mandir, para debater o vínculo entre alimentação e as mudanças climáticas. Além da minha fala, houve intervenções do Vaikuntha Prasada, nosso anfitrião, do Roberto Araújo e da Neila Santos, o primeiro especialista em gastronomia e a segunda vinculada à agroecologia, que abordaram respectivamente aspectos cultural e social da produção de alimentos. Aproveito esta postagem para repassar um pouco da discussão que fizemos por lá e ampliá-la em alguns aspectos.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia da Terra e década decisiva para o clima

Por que um "Dia da Terra"?
Ainda estou em dívida com os/as leitores/as do blog no que diz respeito a pelo menos dois artigos ainda referentes à EGU-2015, a Assembleia Geral da União Europeia de Geociências. Mas não poderia me furtar a tecer alguns comentários sobre o Dia da Terra, ainda que, em Terra Brasilis, o 22 de Abril tenha marcado justamente o início da ocupação europeia e, por conseguinte, do maior processo de devastação de florestas tropicais na escala planetária (ao se somar o que se perdeu na praticamente dizimada Mata Atlântica, da qual restam menos de 10% da cobertura original, com a perda também gigantesca de área da Floresta Amazônica, que já se aproxima de 1/5 da sua área total).

Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas

Alok Sharma, presidente da COP26, teve de conter as lágrimas no anúncio do texto final da Conferência, com recuo em tópicos essenciais ...

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