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domingo, 24 de março de 2019

O nome não é "Ajuda Humanitária". É Dívida Climática!

Pessoas ilhadas aguardam resgate em Moçambique após passagem
do Ciclone Tropical Idai. Foto: Chris Sherrard (Irish Mirror)
Neste ano já tivemos enchentes devastadoras associadas a eventos extremos aqui mesmo no Brasil (com impacto bastante severo em nossas megacidades, Rio e São Paulo), nos EUA (com enormes danos e prejuízos em Minnesota e Nebraska).

Mas, como em tantas outras ocasiões, eventos similares produzem impactos maiores - e um número bem maior de mortes - quanto mais pobres e vulneráveis forem os países e as comunidades sobre os quais eles se abaterem.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Chega de desmaios por Justin Trudeau. O cara é um desastre para o planeta. (Artigo de Bill McKibben no Guardian)

Falar de mudanças climáticas e declarar amor aos combustíveis
fósseis? Que feio, Sr. Trudeau!
Em artigo publicado no periódico britânico "The Guardian", o ambientalista Bill McKibben desmonta uma das farsas mais abjetas da América do Norte. Você errou se pensou nos EUA e em Trump, que é um vilão explícito (misógino, racista, xenófobo, arrogante, um crápula óbvio) e, portanto, nesse sentido não pode ser considerado uma fraude. Afinal, seus ataques contra os imigrantes, o ambiente, as mulheres, os pobres, são todos coerentes com sua fala. O artigo é sobre Trudeau, o "bom rapaz" da fronteira de cima, com todo o discurso correto, que vai do debate de gênero à preocupação com a mudança climática. Obrigatório, o artigo de McKibben mostra a realidade suja por trás da aparência do primeiro-ministro do Canadá.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Clima não rima com lucro ou porque a crise climática não se resolveu em Paris

O artigo a seguir, de minha autoria, foi publicado recentemente no 11º número da revista "Socialismo e Liberdade", publicada pela Fundação Lauro Campos. A fundação é ligada ao PSOL, como uma espécie de "usina de ideias" para o partido, mas me agrada que ela se coloque para além disso e se pretenda "um fórum amplo dos que na sociedade brasileira se identificam com os valores do socialismo e da liberdade"

Como coloco no final do mesmo, é "estranho e lamentável que boa parte da esquerda não tenha acordado para a urgência e relevância da questão (climática)". No entanto, o fato de tal artigo ter aparecido no veículo pode ser um chama de esperança no sentido de que isso se reverta. Quem sabe?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Balanço da COP21. Parte I: 1,5°C no Acordo de Paris.

O clima está na UTI
Um paciente sofre de uma doença seríssima, que tende a se agravar mais e mais se não for tratada. Por muito tempo a doença foi ignorada, ou relegada a algo secundário ou menor, até que os primeiros sintomas começam a aparecer e os últimos exames mostram que a situação é bem mais grave do que se pensava. Diante desse quadro, alguém acharia suficiente que a família enfim reconheça que a doença existe, que "voluntariamente" o paciente decida tomar algum medicamento mas sem que se diga em momento nenhum, de forma clara, quais são o tratamento e o remédio corretos e que, na melhor das hipóteses, se deixe no ar a mensagem genérica de que é preciso adotá-los, mas sem falar de quando aumentar a dosagem e quando fazer intervenções cirúrgicas e que não se comprove a garantia de fontes de financiamento para o tratamento como um todo? Apesar de reconhecer que teriam sido dados alguns passos para finalmente combater a doença (algo que era negado), eu não ficaria satisfeito de modo algum.

Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas

Alok Sharma, presidente da COP26, teve de conter as lágrimas no anúncio do texto final da Conferência, com recuo em tópicos essenciais ...

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