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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2017: Dez Imagens de um Ano de Extremos

2017 provavelmente deve encerrar como o 3° mais quente do registro histórico, atrás de 2016 e 2015, anos influenciados pelo segundo mais intenso evento de El Niño já registrado e segundo a NOAA, de Janeiro a Novembro, a anomalia média de temperatura combinada sobre continentes e oceanos era de +0,96°C. Mas não nos enganemos que isso represente uma "pausa" ou uma redução do fenômeno do aquecimento global. Pelo contrário, mostra que mesmo sem a ajuda da variabilidade natural (sem El Niño), a contribuição humana segue sendo determinante para esquentar perigosamente nosso planeta. E nesse sentido, não podemos esquecer dos eventos extremos, que ceifam vidas humanas e não-humanas e colocam em sério risco os ecossistemas. Nesta publicação, vamos mostrar dez imagens de extremos que marcaram 2017. A última vai deixar você perplexo(a).

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Austrália: Imagens dos Portões do Inferno

Incêndio nas proximidades do Lago Repulse /
área de Meadowbank, visto de Hamilton,
Tasmania, 4 de Janeiro de 2013. Por ToniFish, 
Nos últimos dias, uma onda de calor recorde se abateu sobre a Austrália, como já documentamos. Dia 07 de Janeiro, a média das temperaturas máximas em território australiano (cujas dimensões são continentais) bateu recorde, chegando a impressionantes 40,33°C. Quatro dos dez dias mais quentes do registro histórico australiano ocorreram este ano e durante sete dias consecutivos (também um recorde), a média das temperaturas máximas ficou acima dos 39°C. As informações são do Australian Bureau of Meteorology.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pula a fogueira, Canguru! O Inferno na Austrália.

Canguru em campo queimado nas
proximidades de Melbourne, Austrália
Enquanto estou elaborando uma série de pequenos artigos para o blog sobre Paleoclima, é impossível não deixar um pouco de lado o passado para dar atenção ao que está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes: a violenta onda de calor na Austrália.

Assim como os EUA, no verão passado do Hemisfério Norte e o Rio de Janeiro, logo após o Natal, a Austrália está sofrendo com uma onda de calor brutal, com recordes de temperatura sendo sucessivamente quebrados. No dia 07 de Janeiro, pela primeira vez desde que as temperaturas naquele país passaram a ser continuamente monitoradas, no início do século XX, a média das temperaturas máximas passou dos 39°C por 5 dias consecutivos. A onda de calor não deu trégua desde então e o recorde, que já é de seis dias, deve continuar a se ampliar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bomba-relógio: o tique-taque acelerado das mudanças climáticas


Recentemente, alguns textos têm circulado, nas mídias alternativas, acerca da justeza das projeções apresentadas pelo IPCC desde os anos 90 para o que era, então, o futuro próximo, e viria a ser, hoje, o nosso presente. Alguns, como este, destacam que as projeções de aquecimento global se confirmaram. Outros, como o texto de James Hansen, em sua versão traduzida, destacam aquilo que mais me preocupa, que é o ritmo alarmante de certas mudanças, que têm sido detectadas no sistema climático na escala de anos.

Distribuição do calor excedente no sistema climático terrestre,
com base nos dados do IPCC. Figura adaptada a partir de
http://www.skepticalscience.com/graphics.php?g=12.
Os sinais mais alarmantes, ao meu ver, estão relacionados a outras variáveis do sistema climático que não a média da temperatura global na superfície. Na realidade, como o planeta e principalmente seus oceanos são tridimensionais, o calor acumulado pelo efeito estufa mais intenso não se distribui homogeneamente e, por vezes, pela própria dinâmica do sistema climático, pode dar preferência ora para uma parte desse sistema, ora para outro. Por exemplo, é possível que parte do calor retido na Terra durante alguns anos se acumule na porção superior do oceano, sendo transmitido depois para a atmosfera. Noutros momentos, é possível que a circulação oceânica mais profunda redistribua esse calor, transportando-o através de suas correntes para regiões remotas do planeta, vindo, em algum momento, a se manifestar de forma mais clara no derretimento do gelo das calotas polares. O quarto relatório do IPCC, por sinal, identifica de forma muito evidente que os oceanos são o principal coletor desse excedente de calor. Os resultados originalmente mostrados nesse relatório são mostrados, de forma mais simples, na figura acima.

Copo "meio cheio" não salva uma casa em chamas

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