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sexta-feira, 9 de março de 2018

Aquecimento Global como Argumento para Privatizar a Petrobrás: Sobre a lógica às avessas de Elena Landau

Apelidada de "rainha das privatizações", Elena
Landau não nega o aquecimento global. Apenas
defende uma política econômica que o agravará!
No dia de ontem, Elena Landau, economista, publicou um texto de opinião no Estadão, em que defende a privatização da Petrobrás. Até aqui, nenhuma surpresa, evidentemente, afinal ela já havia trabalhado na administração de Fernando Henrique Cardoso, na condição de diretora do BNDES, justamente no programa de privatização de estatais. A preferência por uma agenda neoliberal, de "Estado mínimo", por parte de Landau, não é de hoje. A novidade fica pelo fato de que ela tenta usar o aquecimento global como um argumento a mais para a defesa da venda da companhia de petróleo ao capital privado. Mas... será que isso faz sentido?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Brasil na contramão: enquanto a temperatura sobe, a broca de perfuração desce.

(Adaptação de artigo publicado na NACLA/Report of the Americas)
Link para o original: http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/10714839.2017.1409018

Artigo publicado na revista NACLA
(Report of the Americas)
A ciência é nítida: o clima está aquecendo como resultado da acumulação de gases de efeito estufa na atmosfera, em particular o dióxido de carbono, mas também o metano, o óxido nitroso e os halocarbonetos. A fonte desse desequilíbrio químico é, em geral, antrópica, especialmente devido ao consumo e uso de combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás natural. O grande volume de evidências sobre o aquecimento global vem de um conjunto abrangente de observações, incluindo não apenas medidas da temperatura da superfície, mas também medições do ar superior e estimativas do satélite. Estas evidências são altamente consistente com as observações de outros fatores do sistema climático, incluindo o aumento do nível do mar, a perda de gelo marinho e o recuo das geleiras, a acumulação de calor e a acidificação nos oceanos mundiais e mudanças em uma grande quantidade de ciclos biogeoquímicos complexos. Os recordes consecutivos de temperaturas da superfície média global em 2014, 2015 e 2016 não são, portanto, coincidências. E 2017, mesmo sem El Niño, encerrou essencialmente empatado com 2015, apenas um décimo de grau abaixo de 2016.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Greenwashing: o Ogro Filantropo


Segundo a Wikipédia: "Greenwashing (do Inglês green, verde, a cor do movimento ambientalista, e washing, lavagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo), em português, lavagem verde; é um anglicismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações (empresas, governos, etc.) ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas. Tal prática tem como objetivo criar uma imagem positiva, diante a opinião pública, acerca do grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas (bem como de suas atividades e seus produtos), ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados". 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

E o clima? Por um verdadeiro debate sobre o pré-sal.

Senador José Serra, autor do projeto que favorece as grandes
corporações do ramo petroquímico e potencializa as emissões
de CO2.
Após ser assegurado o regime de urgência em sua votação, o Senado Federal aprovou (nesta quarta-feira, 24/02), por 40 votos favoráveis, 26 contrários e duas abstenções, o projeto de lei que altera as regras de exploração de petróleo do pré-sal. Em essência, a proposta faz com que a Petrobrás perca a exclusividade das atividades no pré-sal e faz com que, em lotes a serem definidos e submetidos a leilões com as mesmas regras de fora do pré-sal, não haja mais a obrigatoriedade de a Petrobrás entrar com pelo menos 30% dos investimentos em todos os consórcios de exploração. Mas o debate tem andado longe de abordar a real essência do problema.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Refinaria: porque comemorar a sua não vinda!

Capa de um dos principais jornais cearenses a respeito
da decisão da Petrobrás. Muito pior seria chorar por
um óleo derramado. A não-vinda da Refinaria é, pelo
contrário, motivo para comemorar!
As lamúrias em torno do anúncio, por parte da Petrobrás, de que não daria continuidade ao projeto da Refinaria Premium II, levou praticamente toda a grande mídia local (como o Jornal OPOVO, cuja capa é mostrada ao lado) e políticos (como Tasso Jereissati) visceralmente alinhados aos interesses dos mais ricos em nosso estado a um queixume em coro uníssono  (isso para não falar das próprias declarações do governador cearense Camilo Santana).

Sem que isto represente de minha parte nenhuma solidariedade ao governo federal e estadual, que propagandearam a refinaria, iludiram e capitalizaram em cima da promessa, para mim há algo muito mais importante em jogo.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Petróleo e Institutos de Pesquisa: Ciência para quê? Ciência para Quem?

Estudantes de Harvard dizem NÃO ao dinheiro da indústria
de combustíveis fósseis.
Um movimento bastante interessante tem começado a ganhar corpo dentro de algumas universidades dos EUA, incluindo a hiper-prestigiada Harvard. A reivindicação fundamental é a de que a Universidade rejeite recursos da indústria de combustíveis fósseis.  Em um artigo anterior, discuti o papel que alguns movimentos sociais poderiam cumprir, mas de certa forma ficou uma lacuna em relação ao movimento de estudantes (e também a uma possível intervenção política da comunidade acadêmica como um todo).

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