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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Que 2013 seja quente, em todos os sentidos!

Não estou aqui para dourar a pílula e estourar champanhe (cuja uva, no andar da carruagem, vai deixar de ser plantada na França para cruzar o Canal da Mancha e aportar na Inglaterra). 2012 foi muito difícil para a questão climática. O Ártico bateu recorde de degelo. Temperaturas extremas foram registradas em todo lugar, com o Rio de Janeiro passando dos 43 graus e os EUA tendo  o ano mais quente (e um dos mais secos) do registro histórico. Taxas de elevação do nível do mar acima de qualquer projeção se confirmaram e estudos mostraram um quadro bastante grave, incluindo um aquecimento maior  do que o que se conhecia em parte da Antártida e uma mortandade significativa de corais e pequenos moluscos, cujas vidas ficam comprometidas em função de um oceano mais ácido. O Atlântico teve uma temporada acima da média, com 19 tempestades tropicais dos quais 10 chegaram a se configurar como furacões. Um deles, Sandy, fez 253 vítimas mortais (principalmente nos EUA e no Haiti) e provocou prejuízos gigantescos na cidade-coração do capitalismo mundial.  No Pacífico, o total de tempestades ficou bastante dentro da média, mas dos 14 tufões, 5 foram considerados "super-tufões", dentre os quais Bopha, que causou nada menos que 1067 mortes confirmadas, tendo sido a segunda tempestade desse tipo mais mortal a se abater sobre as Filipinas. Não precisa dizer que as concentrações de dióxido de carbono também estiveram nas alturas.

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